Transplante de córnea: quando é indicado e como funciona o procedimento

O transplante de córnea é uma solução segura e eficaz para pacientes com doenças corneanas que comprometem a visão. Com técnicas modernas e acompanhamento especializado, é possível recuperar a nitidez visual e retomar a qualidade de vida.

Dr. André Chimello – Especialista em Cirurgia de Córnea

Como é o transplante?

O transplante de córnea é um procedimento cirúrgico que substitui total ou parcialmente a córnea danificada por uma córnea saudável proveniente de um doador. A córnea é a camada transparente na parte frontal do olho, responsável por permitir a entrada da luz e garantir o foco adequado na retina. Quando essa estrutura perde sua transparência ou sofre deformações, a visão pode ser severamente comprometida.

A cirurgia pode ser indicada em casos de doenças como ceratocone avançado, distrofias corneanas, infecções graves ou lesões traumáticas. Existem diferentes técnicas de transplante, como o transplante penetrante (total) e o lamelar (parcial), escolhidas conforme o tipo e a extensão do dano.

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Quais as formas e tipos de transplante?

O transplante de córnea é uma cirurgia oftalmológica que visa substituir total ou parcialmente a córnea danificada por tecido saudável de um doador. Com os avanços da medicina, hoje existem diferentes técnicas que permitem tratar doenças corneanas de forma mais precisa e personalizada, de acordo com a camada afetada.

Entre as principais modalidades, destacam-se os transplantes lamelares — que preservam parte da córnea original — e o transplante penetrante, que substitui toda a espessura corneana. A seguir, conheça as características de cada técnica:

Modalidades de Transplante de Córnea

É a técnica mais refinada de transplante endotelial. Substitui apenas a membrana de Descemet e o endotélio, camada mais interna da córnea. Indicada para doenças como distrofia de Fuchs e outras falências endoteliais. Proporciona recuperação visual rápida e menor risco de rejeição.

Também voltado para o endotélio, o DSAEK substitui uma camada um pouco mais espessa que o DMEK, incluindo parte do estroma posterior. Embora a recuperação visual seja um pouco mais lenta, é tecnicamente mais fácil e amplamente utilizado.

Indicado para doenças que afetam as camadas anteriores da córnea, como o ceratocone. Preserva o endotélio do paciente, reduzindo o risco de rejeição. A cirurgia substitui o estroma corneano, mantendo a camada interna intacta.

É o transplante tradicional, que substitui todas as camadas da córnea. Indicado quando há comprometimento total da estrutura corneana. Embora eficaz, apresenta maior risco de rejeição e recuperação visual mais lenta em comparação às técnicas lamelares.

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Cada técnica tem suas indicações específicas, e a escolha depende do tipo de doença, da profundidade da lesão e da avaliação da córnea.

Quando a cirurgia pode ser indicada?

Visão borrada mesmo com óculos

Se você não tem percebido melhora significativa na sua visão, isso pode ser um sinal de que a correção com óculos ou lentes não é mais suficiente, esse procedimento refrativo pode ser a solução para restaurar a clareza e a liberdade visual.

Doenças degenerativas ou hereditárias

Se você tem dificuldade para ler sem aumentar a luz, isso pode ser um sinal de que sua visão está sendo comprometida, e a cirurgia refrativa pode ser a solução para recuperar a nitidez e a liberdade visual.

Edema corneano crônico

Visão embaçada e turva pode ser um sinal de que sua correção visual não está mais funcionando de forma eficaz. Essa correção visual pode ser a solução para devolver clareza e qualidade à sua visão, melhorando sua rotina e bem-estar.

Cicatrizes, opacidades ou lesões

Se você tem dificuldades para dirigir à noite, com visão turva ou halos ao redor das luzes, isso pode indicar que sua visão precisa de um ajuste. Fazer esse tratamento visual é uma excelente solução para restaurar a clareza visual e garantir mais segurança e conforto ao dirigir.

Vantagens do procedimento

Entenda o porque esse procedimento pode ser decisivo para preservar sua visão e evitar complicações futuras

Melhora significativa da visão

O transplante pode restaurar a transparência da córnea, permitindo que a luz volte a ser focada corretamente na retina — o que resulta em visão mais nítida e funcional.

Tratamento eficaz para doenças corneanas avançadas

É bem indicado em casos como ceratocone avançado, distrofias, cicatrizes, infecções graves ou falência do endotélio, quando outras terapias não são mais eficazes.

Técnicas modernas e seguras

As modalidades lamelares (DMEK, DSAEK, DALK) permitem substituir apenas a camada afetada, preservando o restante da córnea e reduzindo riscos.

Menor risco de rejeição

Como parte da córnea original é mantida, especialmente o endotélio, há menor chance de rejeição imunológica em comparação ao transplante total.

O que esperar da avaliação?

A consulta começa com uma conversa detalhada sobre seus sintomas, histórico ocular e saúde geral. Em seguida, são realizados exames oftalmológicos completos — como topografia, microscopia especular e avaliação da acuidade visual — para entender o grau de comprometimento da córnea.

Com base nesses dados, analisamos se o transplante é necessário, qual técnica é mais indicada (DMEK, DSAEK, DALK ou penetrante) e é explicado os benefícios, riscos e cuidados do procedimento. Caso a cirurgia seja indicada, inicia-se o planejamento cirúrgico, incluindo exames pré-operatórios e orientações para o preparo.

CRM 199.327 | RQE 100.801

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Dr. André Chimello

O Dr. André Chimello é oftalmologista especialista em córnea e ceratocone. Com experiência internacional, tecnologia de ponta e um atendimento altamente personalizado, ele já ajudou inúmeros pacientes a conquistarem independência visual com segurança.

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Perguntas frequentes

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Responsável técnico:
Médico oftalmologista
Dr. André Chimello
CRM 199.327 | RQE 100.801

O que é o transplante de córnea?

É uma cirurgia que substitui total ou parcialmente a córnea danificada por uma córnea saudável de um doador, com o objetivo de restaurar a visão.

É indicado em casos de doenças corneanas avançadas, como ceratocone, distrofias, cicatrizes, infecções graves ou falência do endotélio, quando outros tratamentos não são mais eficazes.

Existem técnicas lamelares (DMEK, DSAEK, DALK), que substituem apenas partes da córnea, e o transplante penetrante, que troca toda a espessura corneana.

A cirurgia é realizada com anestesia local ou geral, em ambiente hospitalar. O tecido doado é cuidadosamente implantado e suturado, dependendo da técnica utilizada.

A recuperação visual pode variar de semanas a meses. Técnicas lamelares costumam ter recuperação mais rápida, mas o acompanhamento pós-operatório é essencial em todos os casos.

Sim, como em qualquer transplante, há risco de rejeição. No entanto, técnicas modernas e o uso de colírios imunossupressores ajudam a reduzir esse risco significativamente.

Tenho como intuito suprir a necessidade de atendimento oftalmológico humanizado e altamente especializado na região. Com tratamentos e procedimentos nas áreas de catarata, transplante de córnea, ceratocone, cirurgia refrativa, e também em oftalmologia geral.

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